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| Museu do Tietê: História de onze anos de existência e meio milhão de visitantes | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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30 de Maio de 2011 |
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Por Vitor Cezar Maniero |
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Paralelamente, à Biblioteca, foram também desencadeadas ações para implementação de uma Oficina Cultural, que se intitulou de Arte e Reflexão à Natureza, ocupando o espaço físico do Bloco C.
A criação da Oficina Cultural motivou a idealização do projeto pedagógico “Lama de Luz e Magia”, que visava desenvolver uma proposta teatral de educação ambiental, tendo como eixo temático o Rio Tietê. Em forma de teatro interativo eram apresentadas ao público estudantil, integrantes do ensino de 1º grau, uma série de atividades lúdicas numa apresentação em que os estudantes integrados ao contexto da peça participavam da história de um rio poluído pela ação predatória do homem (e é claro que se tratava do Rio Tietê), que se tornou insensível a natureza, razão pela qual a denominação “Lama de Luz e Magia”: Lama na medida em que o atual estado do rio leva-nos a concebê-lo como algo destruído, sem vida alheio à nossa história; Luz, a tomada de consciência sobre a necessidade deste rio se revitalizar: Magia, simbolizando a transformação forjada pela iniciativa da comunidade, do poder público, da sociedade enfim. Este projeto foi desenvolvido durante os anos de 1998 a 2006, e as atividades foram interrompidas em 2007, devido à paralisação do Contrato firmado com a Frente de Trabalho do Governo do Estado, que colaboravam na Montagem desse espetáculo.
Concomitantemente, ao desenvolvimento dessas iniciativas
culturais, e responsáveis que éramos pela coordenação das
tarefas de operacionalização do Projeto Cultura e Cidadania,
fomos chamados pelo Superintendente do DAEE, naquela época,
Engenheiro José Bernardo Ortiz, questionando-nos sobre a
institucionalização do Museu do Tietê, pois sua preocupação
era resgatar a história do mais importante rio do Estado de
São Paulo, através da criação de um espaço pedagógico
significativo no Parque Ecológico do Tietê para a
compreensão do nosso passado histórico e da sua preservação.
A partir dessa inauguração prosseguiram os trabalhos de pesquisa e operacionalização, e o Museu foi inaugurado definitivamente numa 2ª etapa, em 22 de março de 2000, já ocupando o prédio sede, recém construído para este fim, e denominado no ato desta inauguração de Edifício Governador André Franco Montoro. A inauguração do Museu contou com a presença do Exmo. Sr. Vice Governador do Estado de São Paulo, Geraldo José Alckmin Filho, e do Secretário de Estado de Recursos Hídricos, Saneamento e Obras, Antonio Carlos de Mendes Thame, que juntamente com o Superintendente do DAEE, Engenheiro José Bernardo Ortiz descerraram as placas de inauguração.
Visitar hoje o Museu do Tietê representa uma oportunidade de inserção num rio repleto de histórias e que possui uma importância fundamental para o Estado de São Paulo. Nessa viagem os visitantes poderão conhecer a nascente do rio, a cidade histórica de Porto Feliz, palco das Monções, assim como vivenciar uma série de situações fundamentais sobre este rio que já foi arena dos esportes náuticos, pescarias e um dos principais locais de lazer da cidade de São Paulo.
Vivenciar, ainda, a cultura indígena, etimologia das palavras Anhembi e Tietê, fundação de São Paulo, lendas, expedição de Langsdorff, travessia de São Paulo a nado (1924-1944), Ponte Grande e inauguração da Ponte das Bandeiras em 25 de janeiro de 1942, a embarcação de regatas “Double Skif de l937, a Draga Holandesa” Menina” de 1950, que atuou nos trabalhos de retificação e desassoreamento na extensão da Penha à confluência do Rio Tamanduateí, plantas aerofotogramétricas do projeto de retificação do rio em 1930, enchentes ao longo das décadas, radar metereológico, usinas de energia, barragens de contensão, movimentos de defesa ecológica do rio, obras de artistas plásticos sobre a temática Tietê, poemas e fototelas de autores consagrados, poluição ambiental, reciclagem, panorama da história postal do Tietê, exposição filatélica e etc.
Posteriormente, à criação da Biblioteca, da Oficina Cultural e do Museu do Tietê, o Superintendente do DAEE, o Engº José Bernardo Ortiz, através de Portaria nº. 908 de 26 de novembro de 1999 criou o Centro Cultural do Rio Tietê, a fim de congregar estas Unidades Culturais, em torno de um único objetivo: a divulgação de projetos pedagógicos do DAEE alusivos a este rio e a sua proteção. A criação do Centro Cultural do Rio Tietê foi reiterada pela Portaria DAEE 2279, de 30 de outubro de 2009, ocasião em que a Biblioteca foi transferida do Bloco B para as dependências do Edifício André Franco Montoro, agregando-se ao Museu do Tietê.
Decorridos onze anos após a inauguração do Museu do Tietê,
consultando os livros de registro de seus visitantes e a
catraca instituída por ocasião da ampliação do prédio sede
em abril de 2005, obtivemos um número na ordem de meio
milhão de visitantes até a presente data. Responsáveis que
fomos pelos trabalhos de implantação no passado e à frente da
coordenação de suas atividades no presente, orgulhamo-nos da
obtenção desse montante significativo, pois consolida desta
forma que o Museu do Tietê vem contribuindo efetivamente no
processo de integração social e cultural da comunidade e a
propagação de espírito preservacionista do rio Tietê.
Agradecemos, também, a todos que contribuíram para o sucesso
dessa realização, cujos nomes e entidades foram
referenciados na reportagem “Museu do Tietê: identidades e
representações”, matéria veiculada na Revista Águas e
Energia Elétrica de fevereiro do ano 2000, nº. 19, pág. 36 a
39: Prof. José Sebastião Witter, Diretor do Museu Paulista
da USP, Profª. Miyoko Makino, Diretora de Difusão, Profº.
Jonas Soares de Souza, Supervisor do Museu Republicano de
Itu, Ettore Liberalessu, de Salto, Marco Antonio Palermo,
Engª. Priscilla T. S. Balotta de Oliveira, Diretora do
Parque Ecológico do Tietê, Engºs. Ricardo R. Borsari, Mario
Thadeu Sene de Barros, Antoninho Pereira da Silva, Noboru
Minei do CTH, Srº. André Fraccari do Clube Espéria,
responsável pelo Arquivo Histórico e Max Cagnoni, Diretor
Cultural do Clube de Regatas Tietê.
Destacamos, também, a contribuição do Administrador Fernando
Silveira Queiroz, nosso saudoso Diretor de Administração do
DAEE o qual, infelizmente, enfermo em 2000, não compareceu
as solenidades de inauguração do Museu, falecendo algumas
semanas após, grande incentivador do Projeto Cultura e
Cidadania no tocante à incrementação das atividades
culturais no Parque Ecológico do Tietê.
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Comentários recebidos: |
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De:
Anacleto B. Pereira |
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Designer
- Anacleto
B. Pereira |